Trata-se de viagem acadêmica propiciada para alunos dos sextos anos,
integrando diversas disciplinas na observação do meio/entorno e tendo
como foco o conhecimento e a valorização de diferentes patrimônios,
desde os naturais e paisagísticos até o artístico (incluindo o
literário) e arquitetônico, visando a criar uma consciência de
preservação nos alunos, em diferentes níveis. O estado escolhido para
trabalhar com essa perspectiva é Minas Gerais, o qual (em distâncias
relativamente curtas) permite desenvolver um olhar panorâmico sobre a
integração de patrimônios naturais e culturais.

Anteriormente
à viagem, são realizados estudos com os alunos no sentido de
instrumentalizá-los com informações e subsídios que lhes permitam
usufruir melhor as vivências de campo, com resgate de conhecimentos e
ampliação de aprendizagens, a partir do contato estreito com os objetos
de estudo. Além dos aspectos temáticos trabalhados em sala de aula,
eventualmente são desenvolvidos projetos culturais ou atividades de
terceira nota, tendo como base situações vividadas de perto nessa viagem
acadêmica.
As primeiras atividades incluem visitas ao sítio
arqueológico de Cerca Grande e às grutas de Maquiné e Rei do Mato (de
alto valor espeleológico), para estimular os alunos-viajantes à
observação científica, apreciação estética e crítica (quanto à
consciência de preservação); bem como à Casa de Guimarães Rosa, onde,
além dos legados da memória do autor de
Grande Sertão: Veredas,
são propiciadas aos visitantes contações de histórias por “Miguilins”,
jovens da comunidade local que se transformam em multiplicadores da obra
do autor, em sua riqueza temática e estética. É feito um pernoite na
Pousada Maquiné, em Caetanópolis, onde os alunos sentem-se praticamente
“afastados da civilização”, desfrutando de um cenário ideal (que alia
requinte e simplicidade) para resgatar as experiências do dia, pautadas
no olhar contemplativo, na escuta atenta e na captação de detalhes.
A
segunda etapa do percurso é concentrada em Belo Horizonte, com visita
ao Palácio das Artes, Museu de Artes e Lago da Pampulha, Igreja de São
Francisco, para estudo in loco de aspectos
estéticos/temáticos/funcionais em torno de projetos criados a várias
mãos (arquitetura de Oscar Niemeyer; pinturas de Cândido Portinari;
esculturas de Alfredo Ceschiatti, paisagismo de Burle Marx). Devido à
interlocução feita por professores da Escola, de diferentes áreas, e
guias especializados, os alunos são instigados ao gosto estético e senso
científico no contato com obras de arte.

Na
etapa do Pós-Viagem, os alunos elaboram diários de bordo e/ou
relatórios e provas contextualizadas, a fim de demonstrar suas
aprendizagens ou registrar percepções (sensoriais e críticas). Além
disso, em seus trabalhos artísticos, costumam reproduzir réplicas de
pinturas rupestres e releituras de obras trabalhadas durante o processo,
o que visibiliza o valor agregado à VIAGEM ACADÊMICA A BELO HORIZONTE E
MATOZINHOS, inspirando os alunos a não se portarem apenas como
espectadores, valendo-se das interações com o meio como estímulo à
expressão intelectual e produção cultural.